
Você vive?
Como você encara sua vida? Questões existenciais sempre são difíceis. Mas a pergunta acima surgiu depois de um tweet da Flávia Queiroz, há quase um mês, e está martelando em minha cabeça até agora. Ela tem esse dom com os tweets dela, se você não a segue, siga!
Sobreviver ou subviver? De vez em quando a vida – que é bonita – vira um emaranhado sem ponta. (Flávia Queiroz)
Pois é, sobreviver ou subviver? O que você faz quando a vida vira um emaranhado sem ponta? Sobreviver, viver com o básico, com o essencial para se seguir adiante. O coração despedaçado sobrevive com a ausência. É o que tem para hoje. O cara mal-amado sobrevive sem amor. É o que tem para agora.
Subviver não é assim! Subviver é nem olhar para o que tem para hoje, é esquecer o que tem para agora, é deixar-se corroer pela dor de tal forma que não consegue fazer mais nada naquela direção. Pessoas subvivem sistematicamente. Subvivem em suas relações estagnadas, subvivem em seus empregos escravizantes, subvivem em suas casas mal construídas. Subvivem.
O que você sobrevive hoje? O que você subvive hoje? Você vive? Tem certeza?
São Paulo, 23 de janeiro de 2018